A crise na Universidade Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) continua a se agravar, colocando estudantes em conflito com as autoridades universitárias. Há mais de uma semana, o campus universitário está parcialmente ocupado pelos estudantes que protestam contra uma projeto de lei que permitiria a reeleição imediata de reitores e vice-reitores em universidades públicas.
O protesto levou à suspensão das aulas presenciais, à paralisação dos processos administrativos e a um renovado debate sobre a liderança política da universidade mais antiga das Américas.
O conflito começou em 12 de maio, quando estudantes bloquearam as entradas principais da universidade durante as comemorações do 475º aniversário de San Marcos.
Os manifestantes exibiram faixas e fecharam os portões de entrada como tática de pressão contra o projeto em debate no Congresso, que, segundo eles, permitiria que o governo atual, liderado por Jeri Ramón, permanecesse no poder.
A tensão aumentou na UNMSM no último domingo, 17 de maio, após uma denúncia da Federação Universitária de San Marcos (FUSM) sobre a presença de “criminosos” que tentaram atacar estudantes no portão 5 do campus, enquanto a ocupação estudantil permanece ativa.
As primeiras horas da manhã foram marcadas pela chegada de indivíduos não identificados que, segundo testemunhas, atiraram pedras contra estudantes reunidos na área. O incidente ocorreu por volta das 7h na entrada do estádio da universidade, onde um evento religioso estava programado para mais tarde naquele dia.

A crise expõe a fragilidade institucional
A situação tornou-se ainda mais controversa após a circulação de imagens de Jeri Ramón participando de uma comemoração enquanto a universidade permanecia ocupada. O incidente gerou críticas de grupos acadêmicos e estudantis, que questionaram a falta de diálogo direto com os manifestantes durante a crise.
O conflito trouxe à tona, mais uma vez, o modelo de governança universitária e o papel das autoridades nas universidades públicas do país. Nos últimos anos, a gestão de Jeri Ramón tem sido marcada por embates em torno da Superintendência Nacional de Ensino Superior (Sunedu) e das reformas universitárias, temas que continuam a dividir opiniões dentro da Universidade de San Marcos.
Entretanto, a ocupação da universidade permanece sem solução. Os estudantes continuam a se opor à proposta de reeleição da universidade e exigem garantias de um processo eleitoral transparente. Por sua vez, a administração da universidade insiste em retomar o controle institucional por meio do diálogo e de ações judiciais. A crise mergulhou a universidade mais antiga das Américas em um dos momentos mais precários de sua história recente.
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Fontes:
– Crisis en San Marcos: ¿Por qué sigue tomada la universidad y qué hace Jeri Ramón para recuperar su control?
– La toma en San Marcos desata alerta por amenazas y agresiones: reportan “matones” en la puerta 5
– Toma de San Marcos: las claves para entender las protestas en la Ciudad Universitaria
