A universitária Zaira Dantas Silveira Cruz, 22 anos, vítima de no , foi estuprada duas vezes pelo sargento da PM, Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36 anos, antes de ser assassinada por ele. O crime que culminou na morte da estudante aconteceu após encontro com o policial militar em Caicó, no Seridó Potiguar, no dia 2 de março. As informações são do inquérito da Polícia Civil sobre o caso.

De acordo com Leonardo Germano, delegado responsável pela investigação, Zaira já havia sido estuprada em agosto de 2018 por Pedro Inácio. A acusação, apesar de não ter sido feita formalmente na época, foi descoberta por relatos de amigos.

O segundo aconteceu após Pedro Inácio ter tentado fazer sexo com Zaira, no sábado de carnaval. Após receber uma negativa da moça, ele a violentou e matou. O corpo foi encontrado na mesma noite, de bruços, no banco de passageiros do carro do policial.

“A estudante apresentava lesões no cérebro, nos olhos e pulmões. Além disso, dedos e lábios cianóticos (roxos). Essas características são bem contundentes para asfixia mecânica por estrangulamento”, esclareceu o diretor do Instituto Técnico e Científico de Perícia (Itep-RN), Marcos Brandão. Ele informou ainda que Zaira também sofreu uma lesão no braço direito, uma fratura no dente e tinha uma marca de sapato na perna.

O assassino está preso desde o dia 15 de março no Quartel da Polícia Militar, em Natal. Ainda segundo a Polícia Civil, ele negou as acusações no primeiro interrogatório. No segundo, permaneceu em silêncio.

Zaira Cruz era natural de Currais Novos, onde o PM era lotado, e estudava engenharia química na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Depoimento de testemunhas dão conta de que os dois mantinham um relacionamento casual, com encontros esporádicos.

Mãe da vítima, a esteticista Maria Ozanete, de 53 anos, clama por justiça:

“O que fizeram com ela? Simplesmente, mataram a minha filha. Mataram ela! Além de quererem abusar, mataram. Tem que ser feita justiça”, declarou.

Foto: Reprodução

Deixe seu comentário: