Uma menina de 11 anos foi morta por volta do meio-dia desta quinta (14)  no conjunto Bairro Carioca, do programa “Minha Casa, Minha Vida”, no bairro Triagem, zona norte do Rio de Janeiro.  Segundo moradores, policiais militares fardados do 13º Batalhão (Méier) e à paisana chegaram no local atirando a esmo.

Jenyfer Cileni, 11, havia voltado da escola e estava descascando cebola em frente à sua casa para ajudar a mãe, Katia, que tem um bar na região. A garota foi atingida no peito, e a bala saiu pelas costas. Ela foi levada ao hospital Salgado Filho, também na zona norte, mas não resistiu.

Jenyfer Silene / Foto: arquivo familiar

Revoltados com o assassinato, manifestantes interditaram ruas nos arredores da estação de metrô do bairro, que chegou a ser fechada por alguns minutos. Dois veículos da linha 371, da viação Novacap, foram incendiados, durante o protesto.

Jenifer estudava na Escola Municipal Pareto, onde cursava o terceiro ano do ensino fundamental. Morava em uma ocupação embaixo da linha do metrô, em uma favela chamada Jerusalém. Era a filha caçula de uma família com 13 irmãos.

— Minha irmã chegou da escola e foi ajudar minha mãe no bar. Os policiais chegaram e começou um tiroteio — contou um deles.

A mãe de Jenifer, Kátia Cilene Gomes, de 47 anos, chegou a passar mal após a morte da filha e também foi atendida no Salgado Filho. Kátia não viu a menina ser baleada. Ouviu apenas quatro tiros e, depois, Jenifer pedindo ajuda.

— A polícia sempre faz isso. Ali também tem gente de bem. Ela não tinha culpa nenhuma. Agora, vou enterrar a minha filha e tentar viver com isso.

Uma testemunha que, com medo de represálias, pediu para não ser identificada, fez coro:

— Eles atiraram nela, os policiais atiraram nela, eles não querem saber mais de nada. Venham aqui, por favor. Nós só queremos justiça — suplicou.

Foto: reprodução redes sociais

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