Secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), o Sargento James Mota da Silva gravou áudios e enviou em um grupo de policiais militares pedindo a prisão de eleitores do PT no dia do segundo turno da votação. A denúncia foi feita pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), que pediu investigação do caso.
Em 2022, Silvinei Vasques, na época diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi acusado de usar a estrutura, símbolos e a visibilidade da PRF para promover a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em entrevistas, eventos e redes sociais.
O ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Adiel Pereira Alcântara confirmou em 2025 a realização de ações de “policiamento direcionado” para barrar o trânsito de eleitores petistas durante o segundo turno das eleições de 2022.
Silvinei foi condenado por uso político da instituição durante as eleições presidenciais de 2022. A decisão em 2ª instância foi unânime.

James Mota foi afastado de suas funções na gestão municipal e também da Polícia Militar. Os áudios teriam sido enviados em um grupo de WhatsApp onde estavam outros integrantes da PM do Maranhão.
Diante das acusações foram tomadas medidas administrativas em várias instâncias e também abertos processos de investigação contra James.
Do lado do governo do Maranhão, pelas redes sociais, o governador Carlos Brandão disse que determinou o afastamento do sargento de suas funções e que será realizada uma investigação sobre as supostas declarações.
James estava cedido à prefeitura de Barra do Corda.
