A França vive um momento de ebulição.
Os protestos estudantis que começaram em setembro e se espalharam por todo o país, seguem em outubro. Ocorreram confrontos em cidades como Lyon, Toulouse e a capital Paris.
As informações indicam cerca de 30 cidades com registros de manifestações. A resposta do Estado francês até o momento é a repressão policial, com uso de gás lacrimogêneo, caminhões de jatos d’água e agentes agredindo estudantes usando cassetetes.
Os estudantes reivindicam soluções para a falta de professores, salas de aula superlotadas, jornadas escolares extensas e a precariedade das estruturas. As mobilizações começaram nos subúrbios de Paris e ganharam alcance nacional.
Segundo o Ministério do Interior da França, mais de 250 mil pessoas participaram das marchas desta terça-feira (6), enquanto organizações estudantis estimam o número em 450 mil. O dia também registrou centenas de detenções e feridos.
Diante da enorme pressão das ruas, o governo prometeu analisar as principais reivindicações dos estudantes, enquanto os protestos mantêm o sistema educacional francês sob tensão.


