Estudantes franceses bloquearam escolas em toda a França, exigindo mais professores, turmas menores e escolas mais bem equipadas.
O calor excessivo nas salas de aula após as recentes ondas de calor também é uma das reivindicações de melhoria.
Em várias cidades, estudantes incendiaram lixeiras, levantaram barricadas e arremessaram objetos em confrontos com a polícia, mantendo o bloqueio de algumas escolas de ensino médio e exigindo melhores condições para a educação.
As mobilizações se espalharam pelo país, nesta terça-feira (29), a polícia deteve mais de 400 pessoas, muitas delas menores de idade.
Manifestantes incendiaram lixeiras em frente a uma escola de ensino médio em Lille, no norte da França, e arremessaram garrafas, paralelepípedos e outros objetos contra a polícia.
Além da mobilização estudantil, professores, bombeiros e outros servidores públicos também protestavam por melhores condições de trabalho.
Ocorreram manifestações nas cidades de Lille, Talence, Lyon, na capital Paris, entre outras.

O movimento começou em escolas de ensino médio na região de Paris na semana passada, antes de se expandir para todo o país.
O Ministério da Educação da França afirma que os protestos afetaram cerca de 400 dos 3.700 lycées (escolas de ensino médio) do país.
Confrontos também foram registrados em Bordeaux, Rennes, Nantes, Lyon e Marselha. Segundo a AFP, estudantes empilharam lixeiras na entrada do Lycée Gabriel Guist’hau, em Nantes.
Cerca de 80 estudantes se reuniram em frente à escola Lamartine, em Paris, exibindo frases de protesto sobre terem “mais horas de aula do que de sono”.
O ministro do Interior, Laurent Nunez, disse à BFM TV que 440 pessoas haviam sido detidas em todo o país, embora o número não fosse definitivo.
Vincent Latour, professor de estudos britânicos na Universidade Toulouse Jean Jaurès, disse à Al Jazeera que o movimento estava se expandindo. “O número de escolas de ensino médio envolvidas dobrou nos últimos dias”, afirmou.



