Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça à queima-roupa por um policial militar na noite de sábado (12), em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Danilo ficou internado em estado grave no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, e passou por exames para verificar a atividade cerebral. A morte foi comunicada pela equipe médica por volta das 15h30 do dia 15, terça-feira.
Em depoimento, o agente afirmou que o disparo teria sido acidental, o que foi desmentido com as imagens de uma câmera de segurança.
A família de Danilo questiona a versão dos PMs. “O Danilo já estava rendido, com as mãos para o alto, quando tomou spray de pimenta e logo depois um tiro na cabeça”, disse Douglas William de Souza Alves ao jornal O Dia.
Segundo informações, agentes do Niterói Presente faziam patrulhamento na região quando, por volta das 18h, tentaram abordar Danilo, que teria desobedecido à ordem de parada. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da abordagem. O jovem para e fica cercado por dois agentes. Um deles usa spray de pimenta contra Danilo, que levanta os braços. Segundos depois, o outro policial saca a arma e efetua o disparo. O agente que atirou foi preso em flagrante e a arma utilizada na ocorrência foi apreendida.
Débora Francisco, mãe de Danilo, falou com a imprensa e pediu justiça. “O coração dele vai bater no corpo de uma pessoa e essa pessoa vai ser mais feliz, eu tenho certeza. Por favor, eu preciso de justiça. Por favor, não só por mim, mas por todas as outras mães, e todas as outras que virão”, afirmou a jornalistas.
Danilo era motoboy e estava trabalhando no momento da abordagem.

Testemunha diz que rapaz levantou as mãos
Uma testemunha apresentou outra versão. Ela disse que viu os policiais cercarem a moto e que o rapaz parou e levantou as mãos. Segundo ela, um dos agentes usou spray de pimenta contra o motociclista e, quase imediatamente, o outro efetuou o disparo.
O testemunho se confirmou com as imagens da câmera de segurança.
A testemunha afirmou ainda que não percebeu nenhuma atitude suspeita do motociclista antes da abordagem. Pessoas que estavam no local dizem que Danilo trabalhava como entregador de aplicativo.

