No último mês o mundo assistiu a proliferação de um novo vírus que está provocando o fechamento de estabelecimentos, escolas, a interrupção de inúmeras atividades cotidianas da população diante do risco real de contágio. No , vivemos um contexto de cortes gigantescos em todas as áreas essenciais, incluindo a saúde. Especificamente no , o cenário é desolador, já que a saúde pública tampouco é prioridade dos governos estadual e municipal. Discussões começaram a aparecer relacionadas à parcela da população que continua trabalhando e que está no setor chamado “informal”, que cresceu absurdamente nos últimos anos, devido à alta do desemprego.

Essa parcela vive sem direitos trabalhistas, que já foram reduzidos brutalmente com a anti-reforma de Temer (já que não faz sentido chamar destruição de reforma), e por isso são mais vulneráveis à situações como a que estamos vivendo. Sabemos das recomendações de evitar aglomerações, evitar sair de casa e dobrar os cuidados higiênicos; mas sabemos também que uma grande parte da população não tem oportunidade de simplesmente parar completamente.
Até mesmo trabalhadores/as do setor público e CLT estão tendo que trabalhar se expondo ao risco no transporte público, porque no capitalismo os lucros vem na frente de vidas humanas.

Mas, o que podemos aprender com tudo isso?

Esse contexto só escancara o quanto precisamos de associações de trabalhadores/as que incluam informais, precarizados/as e desempregados/as. Em outros momentos da história em várias partes do mundo, grupos de trabalhadores/as (inclusive em certos casos com um recorte racial, ou seja, compostos somente por pessoas negras) organizaram-se para criar fundos de apoio mútuo, que eram simplesmente fundos financeiros aos quais as pessoas associadas poderiam recorrer em situações de necessidade.

Infelizmente na atualidade, não podemos mais contar com os sindicatos tradicionais, que de uma forma ou de outra foram corrompidos e deixaram de atender à sua finalidade inicial, a de defender as categorias de trabalhadores/as, lutar por direitos e melhores condições de , combater o sistema capitalista que se alimenta da desigualdade social.

Por isso, ainda que seja um desafio grande e a longo prazo, nos prestamos a iniciar a construção da Associação de Trabalhadores de Base – ATB, afim de um dia podermos ser fortes novamente e deixarmos para as próximas gerações maiores esperanças de um futuro melhor para todos/as.

Se você se identificou com essas ideias, entre em contato, conheça e participe!

Texto original: Associação de Trabalhadores de Base – ATB