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Na noite desta quarta-feira (15), manifestantes que participaram do ato contra os cortes na anunciados pelo governo de (PSL) e a entraram em confronto com a polícia no centro do . Um ônibus foi incendiado por volta das 20h na avenida Presidente Vargas, onde se concentrou a passeata que durou mais de 3 horas e que reuniu cerca de 500 mil pessoas, entre estudantes, professores, sindicalistas e ativistas de movimentos sociais. O é a maior mobilização dos últimos anos no Rio e no Brasil.

Após a caminhada, houve um conflito envolvendo policiais e participantes da manifestação nas imediações da Central do Brasil. Antes, ativistas fizeram uma pixação nos muros do Palácio Duque de Caixas contra o . O pixo dizia “80 tiros, assassino”, em alusão aos assassinatos do catador Luciano Macedo e do músico Evaldo Rosa, que teve seu carro fuzilado com mais de 80 tiros pela corporação, quando seguia para um chá de bebê com a família, em 2 de abril.

Pichação “80 tiros exército assassino” no Panteão Duque de Caxias no Rio / Foto: Rafael Daguerre – Mídia1508

Em seguida, manifestantes lançaram pedras, garrafas e morteiros contra uma guarnição da PM, que tentou responder com balas de borracha e bombas de efeito moral, mas acabou se vendo forçada a fugir em uma viatura. Um coquetel foi atirado contra a unidade do Centro Presente, programa de repressão financiado pelo sindicato patronal Fecomércio. Na esquina das avenidas Presidente Vargas e Passos, o mesmo tipo de artefato foi usado para incendiar um ônibus da empresa Mauá, que vinha de Niterói para a Praça XV.

Ônibus incendiado durante o protesto contra os cortes na educação / Foto: Rafael Daguerre – Mídia1508

Bombeiros só conseguiram conter as chamas após o veículo estar completamente destruído. Um homem estava diante do fogo com um cartaz com os dizeres: “A não causou o caos. Foi o caos que causou a ”.

Um morador de rua foi detido ao tentar retirar cobre da carcaça incendiada incendiada para revender. Sob protestos dos presentes, dois PMs com armas em punho chegaram a derrubar no chão o trabalhador informal, que apenas buscava algum dinheiro para se sustentar.

Mais cedo, por volta das 15h, centenas de manifestantes com guarda-chuvas e capa de chuva se concentraram em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio. Por volta das 16h45, eles saíram em direção à Central.

Mais de 200 cidades do Brasil tiveram manifestações ao longo do dia como parte da mobilização, levando milhões de pessoas às ruas em todos os estados do país e também no Distrito Federal.

As quatro pistas da avenida Presidente Vargas ficaram tomadas. A estimativa é de 500 mil pessoas / Foto: Rafael Daguerre – Mídia1508

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