Milhares de manifestantes denunciam o G7, grupo das sete grandes potências ocidentais composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da participação ativa da União Europeia.
Mais de 20.000 pessoas saíram às ruas da cidade suíça para denunciar a reunião de líderes dos países mais ricos do mundo, que aconteceu entre os dias 15 e 17 de junho, do outro lado do Lago de Genebra, na cidade francesa Évian-les-Bains.
A cúpula é realizada todos os anos com os chefes de Estado e representa uma das alianças de maior peso político e financeiro do mundo.
Hoje, este grupo representa o imperialismo, o fascismo e a desigualdade no mundo, diretamente responsáveis pelas maiores tragédias humanitárias que vivemos hoje, como o genocídio em Gaza.
“Estou aqui porque não aceito que esse pequeno grupo de líderes tome decisões que afetam a todos nós”, disse Michel, um aposentado suíço de 69 anos com uma bandeira palestina.
Boa parte dos manifestantes carregavam bandeiras palestinas, faixas sobre a questão climática e cantavam contra o capitalismo e as alianças militares ocidentais. Cartazes diziam: “Não ao G7 e a todas as alianças imperialistas” e “FIM ao G7”.
Um veículo Tesla foi incendiado com o slogan “Eat the Rich” (Comam os Ricos) em sua lateral, enquanto bancos e prédios próximos à sede europeia das Nações Unidas (ONU) foram danificados. A polícia disparou gás lacrimogêneo e usou canhões de água para tentar conter a manifestação.

Vários edifícios foram alvo dos manifestantes, incluindo os escritórios da União Internacional de Telecomunicações da ONU e instalações próximas da empresa multinacional PricewaterhouseCoopers (PwC).
A cúpula – uma das primeiras grandes reuniões internacionais desde que EUA e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em fevereiro – foi dominada por negociações para conter a guerra no Oriente Médio, o conflito em andamento na Ucrânia e a atuação da política externa dos EUA.
A luta nas ruas é uma clara expressão de rejeição popular a essas elites que representam a principal ameaça à humanidade.






