Profissionais da educação protestam contra o governo Cláudio Castro

A categoria reivindica além da recomposição, a convocação dos concursados aprovados e novos concursos; implementação do 1/3 extraclasse, entre outras questões.

Profissionais da educação protestam no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro — Foto: Rafael Daguerre/1508

Nesta quarta-feira (22), profissionais da em greve de 24 horas realizaram um em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. A manifestação marchou pelas ruas do bairro até o Palácio Guanabara, residência oficial do governador Cláudio Castro (PL).

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de do Rio de Janeiro (SEPE-RJ), professores e funcionários administrativos da rede estadual estão mobilizados, em campanha salarial, por uma recomposição salarial e cumprimento do Piso Nacional do Magistério e do Piso Regional RJ para os funcionários, entre outras reivindicações.

A concentração da manifestação ocorreu no Largo do Machado, local próximo ao Palácio Guanabara, sede do governo, e destino final do ato. Pouco antes das 12 horas, a marcha foi iniciada em direção ao Palácio.

Profissionais da governo de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro — Foto: Rafael Daguerre/1508

Na sede do governo, segundo o Sepe, o Gabinete Militar do Palácio Guanabara informou de que o governador não estava no local. O sindicato formou uma comissão de negociação para entrar no Palácio e protocolar um pedido de audiência com o governo.

O governo não apresentou uma resposta para as reivindicações dos trabalhadores, mas fez questão de mobilizar um grande número de agentes da Militar (PM) para cercar os manifestantes durante todo o ato. O Batalhão de Choque da PM também foi acionado e sitiou a marcha durante todo o percurso.

A categoria reivindica além da recomposição, a convocação dos concursados aprovados e novos concursos; implementação do 1/3 extraclasse, entre outras questões. O sindicato está convocando a categoria da rede estadual para uma assembleia no próximo sábado, dia 25 de junho, às 10 horas no Clube Municipal, na Tijuca.

Profissionais da protestam no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro — Foto: Rafael Daguerre/1508

A repressão explícita e a “disfarçada”

A repressão ao ato da categoria é um ponto a se destacar. Não é novidade, mas a atuação de um grande número de agentes da Militar (PM), viaturas e até o Batalhão de Choque da PM também foi acionado para cercar os manifestantes durante a marcha.

Outro forma de repressão e controle, nem tão explícita mas muitas vezes mais eficiente, é a atuação dos chamados P2, agentes da ou do governo que agem como infiltrados, disfarçados – às vezes nem tanto – de civis dentro de manifestações. O número foi grande: primeiro, pela quantidade de pessoas do ato e, segundo, por se tratar de um protesto de profissionais de e não de uma “organização criminosa”.

No entanto, não se pode ser ingênuo, os que reivindicam seus direitos e lutam por ele são tratados como inimigos pelo Estado.

Mídia1508

A 1508 é um coletivo de jornalismo independente anticapitalista, dedicado a expor as injustiças sociais brasileiras e a noticiar as mobilizações populares no Brasil e no mundo.

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