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Seis anos da derrota do ISIS e da libertação de Kobanê

O dia 26 de janeiro de 2015 é uma data que o povo de Kobanê, de Rojava, da região e mesmo de todo o mundo jamais esquecerá.

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Combatentes curdas do YPJ (Unidade de Proteção da Mulher) em 2015. Foto: Kurdishstruggle / Flickr

O dia 26 de janeiro de 2015 é uma data que o povo de Kobanê, de Rojava, da região e mesmo de todo o mundo jamais esquecerá. Neste dia, Kobanê deixou sua marca na paisagem revolucionária. Tornou-se conhecida em todo o mundo como um símbolo de resistência, luta e vitória contra o e por uma vida alternativa, democrática e ecológica libertada pelas mulheres, a ser constantemente defendida em meio ao caos, e destruição, trazida sobre o sistema de estado-nação assolado pela crise da modernidade capitalista.

RiseUp4Rojava lembrou que há 6 anos, “após 134 dias de árdua luta e com o sacrifício heróico dos nossos mártires, o Estado Islâmico foi derrotado em Kobanê. A partir de 15 de setembro de 2014, as gangues assassinas e fascistas do Estado Islâmico (ISIS) marcharam dos quatro lados para a cidade de Kobanê a fim de expandir seu autoproclamado califado, que tem sido apoiado pelo Estado fascista turco desde o início. No entanto, a resistência heróica e a luta comum dos milhares de lutadores das Unidades de Proteção da Mulher e do Povo, YPJ e YPG, da população de Kobanê, das várias resistências em todas as partes do Curdistão, como os escudos humanos na fronteira com Bakur ( do Norte), e dos milhões de pessoas ao redor do mundo, todas se reunindo além de qualquer fronteira, levou à nossa vitória comum em defesa da revolução de Rojava/Nordeste da Síria.”

A declaração acrescentou:

“Especialmente em tempos de exploração capitalista cada vez maior, controle do Estado e opressão em todo o mundo e especialmente durante a pandemia global, o povo de Rojava/Nordeste da está fornecendo respostas muito práticas às principais questões de nosso tempo, e suas vitórias nos deram esperança em todo o mundo. No entanto, a e o caos são alimentados diariamente, e os inimigos fascistas, capitalistas e imperialistas desta revolução põem em perigo e atacam as vitórias e esperanças comuns sem interrupção. Desde 2016, o fascista Estado turco, sob a liderança do ditador Erdogan e junto com seus aliados islâmicos, invadiu repetidamente áreas libertadas de Rojava/Nordeste da Síria e atualmente ocupa grande parte de Afrin a Serêkaniyê. A guerra diária, e os contínuos ataques genocidas contra todas as partes de Rojava, como na região de Afrin, em Ain Issa, em Kobanê, em Til Temir, bem como em outras regiões além de Rojava, onde as pessoas estão trabalhando para construir uma vida livre. […]”

A declaração continuou:

“As potências imperialistas, desde a OTAN à Federação Russa, juntamente com as instituições financeiras e corporações globais, não só ficam em silêncio, mas também legitimam o turco através do seu apoio político, econômico, diplomático e militar ao regime de Ancara, lucrando com os massacres e ataques contra o povo e a revolução em Rojava e em todo o Curdistão. As pessoas em Rojava e no mostram uma resistência heroica e permanente a esses ataques contínuos, defendendo e continuando a construir nossa revolução comum. O apoio global ao fascismo turco deve ser continuamente combatido internacionalmente, também, e nossa política de protesto também deve aumentar para uma resistência política permanente como antifascistas que estão determinados a defender nossa revolução.”

RiseUp4Rojava sublinhou que “ao continuar a mobilizar, organizar e agir (na forma de bloquear, ocupar, desorganizar), continuamos a dar novos passos para esmagar o turco de uma vez por todas. E ao continuar a construir as estruturas que Rojava tem apresentado na prática, apesar de todas as dificuldades em todas as direções, defendemos as vitórias conquistadas com muito esforço, tal como havíamos feito há 6 anos na batalha de Kobanê.”

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Tradução Mídia1508
Texto original aqui.

Declaração na íntegra aqui.

Mídia1508

A 1508 é um coletivo de jornalismo independente anticapitalista, dedicado a expor as injustiças sociais brasileiras e a noticiar as mobilizações populares no Brasil e no mundo.

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