Palestino defensor dos direitos humanos é preso pelo exército israelense de madrugada

O governo de extrema direita de Israel luta contra qualquer movimento ou campanha pelos direitos humanos dos palestinos, pois tem por objetivo o extermínio de toda a população palestina.

Foto: Reprodução / BDS

Na madrugada desta quinta-feira (30), em Ramallah, cidade da Cisjordânia, por volta das 3h30m, dezenas de soldados israelenses invadiram a casa de Mahmoud Nawajaa, Coordenador Geral do Comitê Nacional Palestino do BDS (BNC). Mahmoud aparece na imagem de um vídeo algemado e vendado, cercado por dezenas de soldados. A Cisjordânia é um território palestino invadido desde 1967 por , que representa 60% da região.

O BDS é uma coalizão de organizações e ativistas em solidariedade ao povo palestino através de Boicotes, Desinvestimento e Sanções (BDS) ao regime israelense de , colonização e ocupação (leia-se invasão).

Mahmoud Nawajaa, 34 anos, nasceu em Yatta, sul de Hebron, é casado e tem três filhos pequenos. Antes de ser levado embora, Nawajaa disse à esposa: “Cuide das crianças”. Mahmoud é um dos principais defensores palestinos dos direitos humanos, reconhecido na por sua incansável defesa dos direitos palestinos.

Os dois filhos mais velhos de Mahmoud, 9 e 7, gritaram desafiando os soldados que invadiram a casa para prender seu pai. O filho mais velho disse: “Deixe o pai em paz. Saia. Seu cachorro não me assusta”, em resposta ao soldado que continha um cachorro e usava-o como “arma”.

Em uma declaração recente condenando o governo israelense e seus planos para formalizar uma anexação de Israel em territórios palestinos e assim cristalizar “um apartheid do século 21”, Mahmoud Nawajaa disse:

Durante décadas, a inação e a cumplicidade internacionais permitiram a Israel violar as leis da ocupação beligerante, avançar sua colonização no território palestino ocupado e impor um regime de apartheid ratificado nas leis de Israel. Diante da anexação ilegal de Israel, seu regime de apartheid e sua negação de nosso direito inalienável à autodeterminação, é hora de todos os Estados e organizações internacionais cumprirem suas obrigações legais adotando contramedidas eficazes, incluindo sanções.

Mesmo pelos termos da Convenção Internacional das Nações Unidas sobre a Supressão e Punição do Crime do Apartheid, a “perseguição de organizações e pessoas, privando-os de direitos e liberdades fundamentais, porque se opõem ao apartheid”, é um dos atos desumanos cometidos para manter um sistema de apartheid. Na prática, os termos não são respeitados.

BDS

Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) foi lançado em 2005 pela maioria dos sindicatos palestinos, movimentos de massa, organizações de mulheres e campanhas. Ele pede o fim da ocupação de Israel e do regime de apartheid e a realização dos direitos estipulados pela ONU de refugiados palestinos, deslocados à força desde 1948, para retornar às suas casas. Com o princípio de que os palestinos têm direito aos mesmos direitos que o resto da humanidade.

Em 2007, na primeira conferência da campanha BDS, surgiu o Comitê Nacional da BDS (BNC), órgão coordenador da campanha BDS em todo o mundo. Hoje, o BNC, lidera o movimento BDS em todo o mundo.

O governo de extrema direita de Israel luta contra qualquer movimento ou campanha pelos direitos humanos dos palestinos, pois tem por objetivo o extermínio de toda a população palestina. Israel está ocupando (leia-se invadindo) e colonizando terras palestinas, discriminando e criminalizando cidadãos palestinos de Israel e negando aos refugiados palestinos o direito de voltar para suas casas.

* Fonte: informações do BDS aqui.

Rafael Daguerre

Fotojornalista/Videorrepórter

Um dos fundadores da Mídia1508. "Ficar de joelhos não é racional. É renunciar a ser livre. Mesmo os escravos por vocação devem ser obrigados a ser livres, quando as algemas forem quebradas" ― Carlos Marighella.

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