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Manifestantes negros armados exigem justiça para Breonna Taylor, assassinada pela polícia nos EUA

As mortes de Taylor e de George Floyd, que foi sufocado por um policial branco, no estado de Minnesota, transformaram-se em estopins da onda de protestos contra a violência policial.

Foto: Timothy D. Easley/AP

Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado norte-americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor profissional de saúde negra de 26 anos morta com oito tiros em março por policiais que invadiram seu apartamento.

Vestidos todos de preto, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, os integrantes da organização NFAC (Not Fucking Around Coalition) caminharam até um cruzamento, onde a polícia os separou de um grupo menor de contra-manifestantes de extrema direita.

Um dos integrantes da NFAC, fez um discurso exigindo que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes.

“Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada”, disse em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”.

Até o momento, nenhuma acusação criminal contra os três agentes envolvidos no crime foi apresentada. Dois deles sequer chegaram a ser expulsos da polícia de Louisville, tendo sido apenas colocados em funções administrativas.

As mortes de Taylor e de George Floyd, que foi sufocado por um policial branco, no estado de Minnesota, transformaram-se em estopins da onda de protestos contra a violência policial e o institucional, que tem tomado conta dos Estados Unidos desde maio.

A NFAC chamou a atenção pela primeira vez em 4 de julho, quando se reuniu no Stone Mountain Park, perto de Atlanta, na Geórgia, para exigir a remoção da gigantesca escultura de rocha em homenagem aos líderes confederados, escravocratas derrotados na Guerra da Secessão. O local é considerado uma espécie de santuário pela Ku Klux Klan, organização extremista conhecida por promover abertamente o ódio contra negros, judeus e pessoas LGBT+.

militantes com roupas paramilitares e armas em escadaria
Reprodução/ABC News – aconteceu em Louisville, no estado do Kentucky

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