Uma igreja destinada aos serviços religiosos da polícia chilena foi incendiada nesta sexta-feira (3) durante o primeiro do ano no para exigir mudanças sociais no país. Localizada perto da Praça Itália, em , epicentro da maioria das manifestações que começaram em outubro do ano passado, a igreja de São Francisco de Borja começou a arder em chamas após ser atacada pelos manifestantes.

Em meio a muita fumaça, assim como vários edifícios importantes próximos da Praça Itália, a Igreja foi destruído pelo fogo durante os protestos. Os manifestantes invadiram o templo, construído em 1876 e administrado pela polícia há mais de quatro décadas, e também atearam fogo nos móveis que levaram para a rua – montando barricadas.

O incêndio no interior da igreja começou poucas horas após o início de uma nova manifestação. Grupos de homens encapuzados entraram em confronto com a polícia em torno da igreja, enquanto em outros locais os manifestantes protestaram pacificamente por reformas sociais e contra o governo de Sebastián Piñera. Até o momento, os protestos deixaram 29 mortos e obrigaram o governo a convocar um plebiscito para 26 de abril, que será decidido se deve ou não ser alterada a Constituição do país, elaborada durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Movimento social chileno escreve sobre os motivos do incêndio na Igreja

Em 12 de outubro de 1492 desembarcam na América um grupo de espanhóis e sob a premissa da “Evangelização” assassinaram, torturaram e escravizaram todas as culturas e cosmovisões que partilhavam neste extenso continente. Construíram as suas igrejas sobre os templos que já existiam, obrigaram todos os nativos a usar roupas cristãs sob o jugo de conceitos como o “pudor”, a rezar e a cumprir o evangelho. Assim durou por centenas de anos.

COM ASSASSINATOS e TORTURAS nos obrigaram a acreditar na sua espiritualidade; a assistir às suas igrejas; a defender as suas ideias; a “colocar a outra face”, sob o conceito cristão da redenção e através do sofrimento justificaram a imposição do modelo explorador que propõe o capitalismo.

Foto: Claudio Reyes

Na Europa se alinharam com o fascismo participando militarmente contra as revoluções populares na Espanha, Itália, Rússia, entre outros. Abençoaram as armas dos nazistas na Alemanha e as armas “Democratas” nos EUA. Se enquadraram com o anticomunismo e defenderam os seus interesses capitalistas esquecendo a sua tão apalpada Bíblia, e sua tão hipócrita “mensagem de Jesus”. Enquanto lucravam vendendo armas e justificando guerras foram organizadas de forma internacional para abusar sexualmente de menores de idade, tal como qualquer organização criminosa ligada ao tráfico de pessoas.

Parte do texto do coletivo “Frente Fotográfico”

Deixe seu comentário: