Milhares de trabalhadores franceses saíram às ruas de todo o país. Revoltados com o governo e a forte ocorreram muitos conflitos em Paris. Na capital francesa, centenas de pessoas foram presas durante os protestos de 1º de maio.

Mais de 300 mil pessoas participaram das marchas de 1º de maio em toda a França. Grande participação em protestos nas cidade de Nantes, Bordeaux, Marselha, Grenoble, Toulouse, Lille e Lyon, as duas últimas marcadas por conflitos com a repressão policial. De acordo com informações francesas, 380 pessoas foram detidas nas manifestações – 330 somente em Paris. Os “” também marcaram forte presença nos protestos de .

Na capital francesa as manifestações se concentram em três pontos: na Praça da República, na Praça da Itália e no bairro de Montparnasse. Em Montparnasse, no sul da capital francesa, dos manifestantes contra as forças de segurança que realizaram intensa repressão. Os manifestantes confrontaram a repressão policial com pedras, garrafas, paus e coquetéis molotov. Barricadas foram erguidas em diversas ruas. A polícia usou cassetetes, lançou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha. Dezenas de pessoas ficaram feridas, inclusive policiais.

Em Paris, mais de 50 mil manifestantes estiverem presentas nas ruas da capital.

“É um dos trabalhadores que estão dizendo ao governo e ao presidente que eles devem mudar suas políticas”, disse um manifestante.

Barricada em um dos protestos que ocorre em Paris durante o Dia dos Trabalhadores — Foto: Zakaria Abdelkafi

O governo francês anunciou uma ação repressiva de “tolerância zero” contras as manifestações de 1° de Maio, para evitar protestos nas ruas que denunciam as políticas antipopulares de Macron. Em uma prática digna de uma , a polícia realizou mais de 15 mil controles de identidade em bloqueios espalhados por toda a cidade.

Mais de 7.400 policiais foram mobilizados em Paris por causa dos eventos do Dia de Maio.

Os “coletes amarelos” juntaram-se aos sindicalistas e à tradicional marcha do 1° de Maio para mostrar sua rejeição comum às políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron, favoráveis ​​aos grandes e ricos negócios. Os grupos marcharam juntos em todas as cidades francesas. “Isso é um protesto dos trabalhadores que dizem ao governo e ao presidente da república: ‘Mude suas políticas'”, disse um sindicalista.

Macron na semana passada tentou amenizar as reivindicações do movimento dos “coletes amarelos”, anunciando cortes de impostos para os trabalhadores e um aumento nas pensões.

Algumas faixas erguidas durante a marcha diziam:

“Viva a liberdade, viva o socialismo” e “O que vamos deixar para nossos filhos? Acorde.”

Concentração do protesto do Dia dos Trabalhadores em Paris — Foto: Martin Bureau

Na cidade de Lille, no norte do país, a polícia usou gás lacrimogêneo contra um grupo que, de acordo com relatos, gritava “Macron, estamos vindo buscá-lo”.

Na cidade de Toulouse, no sul do país, uma marcha composta por mais de mil manifestantes da que denunciam a mudança climática e os “coletes amarelos” percorreu as ruas de La Ville en Rose.

Em Nantes, no oeste da França, a marcha foi composta de milhares de manifestantes.

Em Lyon, no leste do país, também houve conflito. Os protestos foram proibidos nas principais praças e ruas do Centro da cidade. Os manifestantes enfrentaram e atiraram pedras e garrafas em resposta à polícia, que atacou com bombas de gás lacrimogêneo a manifestação. A manifestação contou com cerca de cinco mil pessoas.

Manifestantes forçam barreiras policiais durante protestos do Dia dos Trabalhadores em Paris — Foto: Geoffroy van der Hasselt

Manifestante dos “coletes amarelos” enfrentando a repressão policial / Foto: Francois Mori

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