Arthur Carlos da Rocha, 39 anos, foi assassinado e encontrado com sinais de tortura na segunda-feira, dia 18 de fevereiro, na Marginal Tietê. Arthur era professor, jornalista e morava na cidade de Guarulhos, em São Paulo.

Como jornalista, Arthur tinha um canal no YouTube onde fazia várias denúncias contra a administração municipal de Berizal – município onde nasceu, no norte de Minas Gerais – e onde chegou a relatar ameaças de morte que sofreu.

Arthur fazia parte de movimentos sociais e era professor de um curso comunitário. Em um vídeo no qual o professor denuncia ameaças que sofria, ele diz que foi alertado para cuidar de sua própria segurança e que qualquer coisa que ocorresse com ele deveria ser atribuída a políticos de Berizal.

O prefeito da cidade é João Carlos (PTB), eleito em 2016, e que segundo Arthur seria o responsável pelas ameaças.

O professor foi encontrado nas margens da Marginal Tietê, na Ponte Grande. O corpo estava em estágio avançado de putrefação, amarrado com fios e enrolado em um cobertor. Diante das ameaças relatadas e comprovadas pela própria vítima dias antes de sua morte, e o estado em que estava seu corpo, fica evidente uma execução política.

O carro de Arthur Carlos foi encontrado próximo à rodoviária do Tietê.

“Se acontecer alguma coisa comigo ou com alguém da minha família, a responsabilidade inteira é do prefeito de Berizal”, afirma Arthur em vídeo. Assista:

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