Chile: trabalhadores portuários lutam contra empresa

de trabalhadores em cidade portuária do Chile completa 28 dias

Após intensos dias de mobilização, trabalhadores portuários ameaçam “boicotar” o Ano Novo bloqueando os acessos ao porto de Valparaíso, no Chile, que, como a vizinha Viña Del Mar, é um pólo turístico muito procurado pelos chilenos nas festas de fim de ano. A cidade está localizada a cerca de 120 km a noroeste de Santiago, capital do país, e é um dos portos mais importantes do Pacífico Sul.

O porto amanheceu novamente com barricadas erguidas pelos trabalhadores ao longo do distrito portuário. São 28 dias de greve, luta, e a situação está longe de chegar a um acordo. Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores Nº 1, Pablo Klimpel, a discussão está presa diante da oferta dada pela Empresa Portuaria Valparaíso (EPV) e o compromisso de não retaliação aos trabalhadores mobilizados.

Os trabalhadores exigem que não haja lista contra os que aderiram à greve, uma mesa de trabalho para discutir as condições de trabalho, um empréstimo para compensar a perda de turnos e um bônus de 2 milhões de pesos líquidos. Em entrevista aos jornais locais, um dos líderes do movimento garantiu que eles deram um ultimato à empresa nesta sexta-feira (14).

“Há mais de 420 trabalhadores que estão há seis meses em péssimas condições, muitos sem poder pagar a mensalidade escolar de seus filhos e não tem nem o que comer”, disse o porta-voz.

Enquanto o impasse permanece a solidariedade com a greve se multiplica por todos os portos do território.

Foto: reprodução da internet
Foto: Juan Jordán

 

Rafael Daguerre

Um dos fundadores da Mídia1508. "Ficar de joelhos não é racional. É renunciar a ser livre. Mesmo os escravos por vocação devem ser obrigados a ser livres, quando as algemas forem quebradas" ― Carlos Marighella.

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