Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas do centro de Berlim

Manifestantes de toda a Alemanha marcharam em Berlim neste sábado, 13, contra a xenofobia e a extrema direita em um dos maiores protestos do país nos últimos anos. Os organizadores estimam que cerca de 250 mil pessoas participaram do ato. Protestos semelhantes ocorreram em Dresden, Koethen e outras cidades do leste.

Os manifestantes carregavam cartazes que diziam “Construa pontes, não paredes”, “Unidos contra o ” e “Somos indivisíveis – por uma sociedade aberta e livre”. O foi organizado por grupos de , associações, partidos de esquerda,  grupos locais de ajuda a refugiados, entre outros.

O ato foi convocado pela aliança Unteilbar (indivisível, em alemão), sob o lema “Por uma sociedade aberta e livre: solidariedade em vez de exclusão”. Entre as metas da passeata está chamar a atenção para o perigo da ascensão da extrema direita, combater a discriminação racial e a xenofobia, além de protestar contra a morte de imigrantes no Mediterrâneo e cortes nas políticas sociais.

O também foi lembrado durante a marcha. Participantes levaram cartazes e faixas com dizeres de protesto contra o presidenciável (PSL). Um placar trazia estampada, em inglês, a frase “Não use seu voto para matar direitos”, acompanhada da hashtag #Elenão.

Também foi realizado um ato de capoeiristas em homenagem ao mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, assassinado com 12 facadas por defender suas posições políticas na noite em que se encerrou o primeiro turno das eleições no Brasil, no dia 7 de outubro de 2018, em Salvador, Bahia. O assassino é um eleitor de Bolsonaro.

O protesto começou na praça Alexanderplatz e seguiu por ruas e praças do centro de Berlim, como a Potsdamer Platz, o Portão de Brandemburgo, até chegar na Coluna da Vitória, onde era previsto um ato de encerramento.

O sentimento anti-imigrantes tem sido uma preocupação na Alemanha, assim como a crescente popularidade do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), após a chegada de mais de um milhão de refugiados ao país desde o início da crise migratória europeia, em 2015.