Uma mulher foi executada após ser baleada na cabeça por um policial militar nesta quinta-feira (15), no Parque São Domingos, em São Paulo. O agente que efetuou o disparo foi preso em flagrante.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo UOL mostram a mulher, Camila Pereira da Silva, de 32 anos, se aproximando de policiais militares com uma faca na mão.
Em nenhum momento os agentes tentam desarmá-la ou desacelerar a situação para neutralizar a ameaça sem violência.
Uso de Força Menos Letal:
Se o suspeito se recusa a soltar o objeto ou se demonstra resistência ativa, a polícia recorre a equipamentos que incapacitam temporariamente sem causar a morte:
• Taser (Dispositivos de Condução de Energia): Disparos de dardos elétricos para causar paralisia muscular temporária.
• Sprays Químicos (OC/Pimenta): Utilizados para desorientar e forçar o suspeito a soltar o objeto devido à ardência nos olhos e vias respiratórias.
Nada disso foi usado.
Após o disparo à queima-roupa, o Samu foi acionado, mas a morte da mulher foi constatada no local. A arma do policial foi apreendida para perícia. O local foi preservado pela Polícia Militar até a chegada de equipes do Instituto de Criminalística e do IML.
Outros dois homens em surto foram mortos com ao menos 51 disparos de arma de fogo no intervalo de apenas uma semana.
Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado e morto na Vila Dionísia, zona norte de São Paulo, após a PM atirar 24 vezes.
Enquanto Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto com 27 tiros após policiais efetuarem 45 disparos no último sábado, em Moema, na zona sul.
